quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


Estava a escrever as primeiras páginas do "Está tudo bem" quando ouvi a noticia num telejornal sobre a Bubok, uma nova editora online com um sistema pioneiro.
Não acredito em coincidências e esse foi mais um exemplo de que tudo acontece por alguma razão. Deixei de me preocupar com o que faria quando acabasse, porque já tinha uma solução!
A Bubok em alguns minutos faz o trabalho que demoraria meses no exterior e que custar-me-ia uma fortuna! Em pouco tempo e sem custo posso publicar um livro.
Claro que não substitui o trabalho tradicional de divulgação, apresentação do livro, nem sequer abre a porta das livrarias,mas faz o que eu realmente queria: publicar. E sem limites!
Pessoas disseram-me que pela primeira vez leram um livro no computador! Claro que não há como o papel. Sei por exemplo que a primeira pessoa que me comprou um e-book imprimiu-o e encadernou-o ela!
E o gozo que me dá diáramente, ou quase, consultar os meu livros e ver que todo os dias um ou dois downlodas foram feitos. Mesmo que sejam gratuitos, para mim é excelente saber que apenas neste canto cibernautico já me fizeram mais de 300s downloads dum livro e mais de 100 do outro. Dá-me força, esperança! Isto alem dos 32 livros que já comprei e já tenho destinatários. Optei por comprá-los e e depois entregar a quem me pede por causa do valor dos portes que torna o livro individual muito mais caro.
Aposto que é por aqui o futuro. E continuarei a publicar! Gosto e atrai-me, por ultimo, o espirito que por aqui se vive, a simplicidade, a amizade e a frontalidade que vou sentindo.
Bem Hajam!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Facebook (e o resto)

Ouvi outro dia na televisão um psicólogo a dizer que o facebook a única coisa que faz é potenciar o numero de relacionamentos de primeiro grau, ou seja, os relacionamentos superficiais...

Esqueceu-se de referir que o mundo de hoje (principalmente o ocidental) é feito dos tais relacionamentos de primeiro grau. Quer sejam do facebook ou não. Que muitas vezes nem ao primeiro grau chegamos ao nem sequer olharmos para a cara de quem nos atende no café ou no supermercado, limitando a proferir os monossílabos indespensáveis (como eu fiz durante anos e anos).

O grau de envolvimento e de intimidade no meu relacionamento com os outros sou sempre eu que o determino e é redutor dizer-se algo a respeito de uma rede social quando as pessoas sai-em de casa ás 6,7, ou 8 da manhã a correr para chegarem atrasadas o menos possível e que passam o dia todo em stress, em competição e em que em muitos e muitos casos não existe espaço para se relacionarem, muito menos para desenvolverem intimidade nos relacionamentos.

Outro dos perigos que existe, segundo aquela reportagem, é a dos predadores sexuais sobretudo em relação aos jovens. Claro que isso é um perigo. Faz parte da educação aos jovens, no mundo actual, alertá-los e vigiá-los deste perigo. No facebook, como em qualquer lugar da net. E do mundo...
Com 11,12 anos ,eu jogava à bola até ás tantas com os meus amigos na rua sem ninguém me vigiar. Na terceira classe ia sozinho para o colégio de eléctrico na Av. da Boavista no Porto. Hoje não se faz isso porque nesse aspecto o mundo está mais perigoso.
Isto já para não falar da questão simples de como um jovem troca horas de futebol ou de brincadeira com outros pelo facebook; ou pela televisão, ou pelos jogos de computador, ou... não é um fenómeno particular mas sim de sociedade.
Alem disso tenho observado como -se calhar sou eu, porque tenho os melhores amigos do mundo!- as pessoas se podem tornar muito mais elas no facebook. Conheço pessoas que são extremamente tímidas e que no facebook revelam facetas que nunca descobriria pelo contacto pessoal.

Mas já me estou a esticar, fico-me pelos relacionamentos. Estranho fenómeno que de repente faz entrar pela vida das pessoas, de uma forma diferente, pessoas de quem não sabia nada há 20 anos, outras de quem nem se lembrava, outras ainda que nunca viu nem conheceu e que aceita porque se é amigo de tal e tal... E de repente os seus 10 ou 20 amigos passa para um universo de 200, 300 ou mesmo mais de 1000 amigos.

Com aqueles que não se vê há mais de 20 anos, depois da excitação inicial, segue a vida e o.k., estás aí, tudo bem!... Calculo que na maior parte dos casos aconteça como comigo e nunca se readquire o que já se teve -até porque além de impossivel não é essa a nossa opção- mas é bom e é positivo tê-los reencontrado, saber que estão bem, que até guardam boas recordações de nós. Muitas vezes até dá para encerrar de forma positiva e satisfeita o passado e dizer: "valeu a pena, está tudo bem!"

Conheço alguns casos, em particular um, de reconciliação e encontro através do facebook, que não sendo de todo a regra dão um cunho romântico a isto tudo.

Depois temos o dia a dia, um "gosto" aqui e outro ali, a satisfação do "gosto" dos outros, mesmo que sejam dos amigos que não conheço, o sentir que aquele que me dava tantos "gostos" deixou de o fazer (porque será?); hmmm, este hoje pôs isto aqui não deve estar bem", começamos inclusive a conhecer as pessoas pelo que elas publicam (ou não)!

Isto se quisermos olhar dessa forma. Posso sempre estar de pé atrás. Para mim a internet tem uma coisa que em nada a beneficia: o de não ouvirmos a voz nem vermos a pessoa o que me pode levar a fazer interpretações erradas, algumas vezes.
Isso pode dar lugar a mal entendidos, a bloqueio de amigos, mas faz tudo parte! Já bloqueei e desbloqueei amigos até que aprendi a deixar de fazê-lo ou a questionar-me primeiro se é mesmo isso que quero fazer.

É aditivo. É. E eu sou um adito. Mas também tem-me servido a mim, Pedro, a aprender a lidar de uma forma positiva e não aditiva com a Internet!

Depende tudo do ponto de vista e da opção com que escolhemos de ver as coisas. E mais uma vez, não só com o facebook mas com tudo na vida.

Qual é a minha opção, hoje, de como quero ver o Mundo?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Embora (só por hoje) viver na solução!

(Meditação N.A., Só Por Hoje de 15 de Outubro)

"15 de Outubro - Escolhas "Não escolhemos ser adictos".
Texto Básico, p. 4

Quando éramos mais novos todos nós tínhamos sonhos. Qualquer criança já ouviu um familiar ou um vizinho perguntar, "O que é que tu queres fazer quando cresceres?" Mesmo que alguns de nós não tivessem sonhos elaborados de sucesso, a maioria de nós sonhou com um trabalho, com famílias, e com um futuro com dignidade e respeito. Mas não houve ninguém que perguntasse, "Quando cresceres queres ser um adicto?" Não escolhemos ser adictos, e não podemos escolher deixar de ser adictos. Temos a doença da adicção.Não somos responsáveis por tê-la, mas somos responsáveis pela nossa recuperação. Ao aprendermos que somos pessoas doentes e que há um caminho para recuperar, Podemos deixar de culpar as circunstâncias - ou nós próprios - e começar a viver na solução. Não escolhemos a adicção, mas podemos escolher a recuperação. Só por hoje: Eu escolho a recuperação"

(Só Por Hoje, N.A.)