Era uma vez um homem que se sentia tão perturbado ao ver a sua própria sombra e tão desagradado com os seus próprios passos que decidiu ver-se livre de ambos.
O método que encontrou foi fugir para longe deles e, então, levantou-se e começou a correr, mas cada vez que ele assentava um pé no chão e dava um passo, a sua sombra acompanhava-o sem a menor dificuldade.
O homem atribuiu o fracasso ao facto de talvez não estar a correr suficientemente depressa. Portanto, pôs-se a correr cada vez mais depressa, sem parar, até que finalmente caiu morto.
O que ele não conseguiu compreender foi que bastava entrar na sua sombra para que esta desaparecesse, e que se ele se sentasse e ficasse quieto, deixaria de dar passos.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário