quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

comentário ao artigo do meu primo e meu homónimo

De Pedro a 9 de Janeiro de 2010 às 17:29

Pedro:

Vi o meu tio, teu pai, meia dúzia de vezes, se tanto. Contudo eu não tenho recordações de grande felicidade em criança, não que não mas proporcionassem mas porque era assim que eu as vivia. Das maiores recordações de felicidade que permanece na minha memória há 35 anos foi duma tarde que passei a brincar em tua casa contigo e com as tuas irmãs. Lembro-me dele ter chegado ao fim do dia e de me ter dispensado atenção e brincado comigo.
Como eu desejei que esse dia se repetisse ! Nunca aconteceu, não sei porquê. Também nunca se falava de nada e por causa do silêncio nunca soube o porquê de muitas coisas.
Lembro-me do teu pai ser vitima daquilo que eu menos gosto na minha família e que é da critica silenciosa... Mas também me lembro do brilho clandestino nos olhos do meu irmão Paulo quando vinha de estar com ele com uma seara nova debaixo do braço. Sempre me fascinou aquela clandestinidade que permanecia já com a liberdade.
Quando ele faleceu, ouvi a noticia na rádio e dei-a ao meu pai. Vejo agora, como já completamente tomado pelo meu processo de alcoolismo, transmiti duma forma tão bruta a noticia ao irmão dele, meu pai. Mais um dano que causei aquele senhor...
O Jornal foi o semanário que me acompanhou anos e me iluminava os momentos, cada vez mais raros, de sobriedade.
Não sou nada saudosista e acredito que vivemos num mundo realmente melhor. Para isso ter sido possível é porque pessoas como o teu pai lutaram e a quem eu estou para sempre grato.
Se hoje questões como o aborto, o casamento homossexual e brevemente a eutanásia estão a ser enfrentadas é porque alguém iniciou a luta por um mundo melhor. Existem muitas coisas para melhorar, algumas até pioraram? Continuemos a acreditar então, que é possível melhorar.
Tudo isto me fizeste recordar e agradeço-te, assim como agradeço aquela tarde de 1974 a ti e à tua família.
Pedro Múrias

Awakening

27 de Janeiro - Aprender a viver de novo

"Aprendemos novos modos de viver. Não mais estamos limitados às nossas velhas ideias."Texto Básico, p. 64

Quando éramos crianças, podem ter-nos ensinado, ou não, o que é certo e errado, a par de outras coisas básicas da vida. Seja como for, quando entrámos em recuperação, a maioria de nós tinha apenas uma ideia vaga de como viver.

(...) Talvez precisemos de aprender a ser generosos e a preocupar-nos com os outros.Talvez precisemos de aceitar responsabilidades pessoais. Ou se calhar precisamos de ultrapassar o medo e correr alguns riscos.Podemos estar certos de uma coisa: em cada dia, simplesmente por vivermos a vida, iremos aprender algo de novo. (...)

Só Por Hoje

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Homem e o nosso planeta necessitam de água para a sua sobrevivência. Durante séculos foi a Natureza que dominou o Homem. A partir da Revolução Industrial a produção humana aumenta o que faz com que o Homem comece cada vez mais a ter influência na natureza. Contudo é a partir do fim da 2ª Guerra Mundial com a melhoria das condições de vida, que a população mundial aumenta duma forma nunca vista ao mesmo tempo que a produção e o consumo. Isso faz com que comecem os problemas ambientais provocados pelo Homem.
Se olharmos para os desastres ecológicos relacionados com a água nos últimos anos: o Tsunami de 2004; as inundações na África e na Europa; as grandes secas em África e mesmo em Portugal e Espanha, constatamos com facilidade que algo de grave se passa. O problema é que a responsabilidade é principalmente do Homem. (A Água, uma responsabilidade partilhada, 2006: prefácio).
Assim, 30 % da população dos países em vias de desenvolvimento não têm água potável (Giddens, 2008: p.617). Se pensarmos no facto do maior crescimento demográfico se verificar nas zonas onde isso acontece, constatamos a gravidade de uma parte muito significativa da população não ter acesso a água potável, e esse número, se nada se fizer, pode aumentar. Com a escassez da água surge um novo problema: vários rios são partilhados por dois países o que pode levar a problemas como cortes ou retenção da água se não houver boa vontade, diálogo e aplicação de medidas conjuntas. A construção de barragens terá que ter isso em conta, por exemplo.
O Homem descarrega há muito tempo lixo industrial nos rios sem ter consciência disso. A consciência ambiental só se começou a adquirir há poucas décadas. Surge então o aumento da poluição dos rios e das águas. Em muitas partes do Mundo morre-se de doenças provocadas por uma água poluída e isso poderia ser evitado se existisse um tratamento apropriado dessas águas. Por outro lado o aumento da temperatura global faz com que a costa diminua e isso pode levar à salinização da Água potável alem dos outros problemas inerentes à diminuição da costa terrestre. Temos assim uma água já raramente existente e além disso poluída.
A consciência criada nas últimas décadas levou a que o processo na Europa se tenha estabilizado. A partir do relatório “O Nosso Futuro Comum” da CMAD, 1987 (citado por CAEIRO, Sandra; CARVALHO, Teresa Nobre, 2001, pág.106) começou-se a ouvir falar em desenvolvimento sustentável, crescer satisfazendo as necessidades do presente sem comprometer as necessidades do futuro. Contudo se isto é uma realidade na Europa, não o é nos países em vias de desenvolvimento onde parte desse desenvolvimento é responsável pela degradação do ambiente e da Água e os custos das mudanças de políticas terão de ser também suportados pelos países mais ricos, se assim não for feito nunca se poderá travar essa degradação. Vivemos numa era global em que estamos cada vez mais interligados e é necessário olhar para o problema duma forma conjunta. Ora isso é difícil com as dificuldades impostas ou mesmo pela recusa dos maiores produtores, com os EUA à cabeça, em assinar os acordos.
Em 2000 surge da Cimeira do Milénio das Nações Unidas, assinado pelos 189 membros, os “Objectivos de Desenvolvimento do Milénio” em que se toma um compromisso a atingir em 15 anos. No ponto 7, podemos ler que “(…) Reduzir para metade a percentagem da população sem acesso permanente à agua potável(…)” , Apesar das intenções a implementação de medidas concretas e o seu resultado tarda. O futuro não se prevê melhor. Com o aumento da temperatura provocada pelo efeito de estufa (demonstrando assim que todos os problemas da natureza: água, terra, ar, estão interligados), começa a surgir a fusão das calotes polares. Espécies como a Tartaruga, o Pinguim ou o Urso Polar, estão em perigo de extinção devido aos problemas relacionados com as alterações da água. Os ecossistemas estão ameaçados e a biodiversidade reduzida.
No relatório da Implementação da Directiva Quadro da Água¹ (directiva que saiu do Parlamento Europeu e do Conselho em 23 Outubro 2000), Portugal aparece bem cotado nas medidas de implementação. Também no V Fórum Mundial da Água² realizado em Istambul em Março de 2009, foi destacado em Portugal o modelo institucional de gestão do sector da água, e fez-se referência ao IRAR, instituto regulador de águas e resíduos assim como a mais 4 outros projectos. Conclui-se que apesar de alguns passos positivos muito ainda há a fazer. Juliet Christian-Smith afirma (entrevista a CAETANO Emília 2008, p:22), que, mesmo com os avanços do I.N.A., no que respeita à gestão e no que toca à participação pública, pouco ou nada se evoluiu e a política fechada deste Instituto não tem ajudado a que a participação pública possa existir.
A falta de Água e as suas implicações, assim como as suas causas, surgem como um dos maiores problemas contemporâneos que englobado nos restantes problemas ambientais, constitui provavelmente o maior desafio do Século. É necessário que as pessoas se consciencializem cada vez em maior número deste flagelo ambiental. Apesar da importância das leis e do controle das situações, aquilo que realmente poderá fazer com que as coisas se modifiquem duma forma definitiva será uma nova consciência ganha através da prevenção, educação e participação.
Bibliografia:
CAEIRO, Sandra; CARVALHO, Teresa Nobre de (2001) Grandes Problemas ambientais, in CARMO, Hermano (coord.) Problemas Sociais Contemporâneos. Lisboa: Universidade Aberta, pp.79-116.
GIDDENS, (2008), Sociologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian
COMISSÃO INDEPENDENTE PARA A QUALIDADE DE VIDA (1998) Cuidar o futuro. Um programa radical para viver melhor. Lisboa: Trinova Editora
A ÁGUA, UMA RESPONSABILIDADE PARTILHADA (2007) Unesco,
CAETANO, Emília (2008) Entrevista Visão de Juliet Christian-Smith, 27 Novembro, p.22 Visão
OBJECTIVOS DO MILÉNIO (2000) Cimeira do milénio
WILKIPÉDIA http://pt.wikipedia.org. (2009) Consultas de 28 e 29 Março
¹ http://dqa.ing.pt/
²http://www.adp.pt/content/index.php?action=detailfo&rec=2399&t=Exemplos-portugueses-em-destaque-no-Forum-Mundial-da-Agua

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

As ferramentas 1. :

Preâmbulo de A.A.

"Alcoólicos Anónimos é uma comunidade de homens e mulheres que partilham entre si a sua experiência, força e esperança para resolverem o seu problema comum e ajudarem outros a se recuperarem do alcoolismo.
O único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de AA năo é necessário pagar taxas de admissăo nem quotas. Somos auto-suficientes pelas nossas próprias contribuições.
AA năo está ligado a nenhuma seita, religiăo, instituiçăo política ou organizaçăo; năo se envolve em qualquer controvérsia, năo subscreve nem combate quaisquer causas.
O nosso propósito primordial é mantermo-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançar a sobriedade." ( http://www.aaportugal.org/ ).

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Raramente falo do meu trabalho e quando falo parece que tenho alguma necessidade de ir puxar a parte menos atractiva e que faz com que depressa as pessoas queiram mudar de assunto. Esqueço-me que o meu trabalho é um trabalho maravilhoso. É fácil esquecermo-nos, perante tanto sofrimento, que o trabalho numa enfermaria, quer de médicos, enfermeiros, auxiliares é um trabalho maravilhoso.
Nós, somos seres muito bons. Temos imensas discussões, tiramos imensos inventários uns dos outros, ás vezes respondemos por vezes rispidamente a doentes ou visitas, mas somos seres excelentes. Somos nós que os medicamos, que lhe damos a comida, que os lavamos, que os auxiliamos nos primeiros novos passos, que lhes tocamos, que os viramos, que corremos quando gritam, que nos despedimos deles.
Se difícil é imaginar toda a beleza deste trabalho difícil será imaginar a beleza do trabalho do enfermeiro em relação ao médico e ainda mais difícil é imaginar a beleza do trabalho do auxiliar...
Se juntarmos a tudo isto um hospital de retaguarda e uma enfermaria de medicina, a maior parte vai deixar de ler por aqui!
Eu gosto muito do meu trabalho, embora passados 16 anos de lidar com doentes ainda estou a tentar descobrir a melhor maneira de andar por cá. Mas isto também por outras razões que ficam para outra altura.
Lidar com a doença e no meu caso especifico com a morte, é algo indescritível a nível de sentimentos. Por muito que tente não dá para descrever.
Nos últimos anos, e disso é que queria falar, realmente envelhecemos. Trabalhei numa medicina há 15 anos e nada tem a ver com o que é esta. As pessoas envelheceram, estão muito mais dependentes e apodrecem durante anos chamando nós vida a uma coisa que é apenas sofrimento. O panorama alterou-se imenso ainda na nossa vida.
Em muitos casos a esperança de vida, felizmente, é acompanhada por alguma qualidade o que são as boas, excelentes noticias. Mas ao que eu assisto diariamente, não é isso. É à perca de dignidade, de se tornar um estorvo para a família e a sociedade, para um sofrimento por vezes indescritível provocado por anos de estar acamado e muitas vezes inconsciente ou noutro mundo.
Nós lá estamos, muitas vezes com as únicas pessoas que lhe ficam e que vão lhes dar assistência. Assistência sempre algo relativa porque nem anjos como nós com trinta e tal doentes e mais alguns em maca conseguimos dar a assistência devida. Mas estamos lá e cumprimos.
Se alguém for contra a eutanásia em casos concretos, gostava que fosse passar uma semana comigo aquela enfermaria. Por vezes pedimos a Deus que leve aquela pessoa com todo aquele sofrimento. Hoje em dia há sempre mais um remédio ou uma máquina para prolongar a vida por 1 dia, 1 mês ou 1 anos. Muitas vezes perante muito, mesmo muito sofrimento.
Quando abatemos animais que estão a sofrer, dizemos que é por compaixão. Quando prolongamos a vida a pessoas em grande sofrimento, o que estamos a fazer?
Claro que todo o trabalho começa por nos darem melhores condições para tratarmos as pessoas, por mais pessoal a trabalhar e por um mudança de mentalidade. Urge voltar ao tempo em que o idoso era o velho sábio. Com o avanço da esperança de vida, com a tecnologia e com o ritmo da vida moderna ( e porque chamamos vida a estados completamente vegetativos ) o idoso passou a ser um fardo e que fardo. Ao passar-se mais tempo a tratar do idoso do que dos filhos, o panorama tornou-se assustador e perde-se a condição humana quando se torna um estorvo.
Se esse estorvo adoece, ainda é pior. As pessoas ficam desesperadas e quem as pode culpar, se elas também não tem condições para nada?
Ás vezes saio do trabalho e respiro fundo, muito fundo. Parece que passo uns momentos em que não estou cá. Felizmente tenho um porto seguro para onde voltar, para a minha mulher, para a minha vida, os meus amigos e consigo assim ver a parte boa de tudo isto, mas eu sou um previligiado!
O próximo debate será certamente esse. Mereço morrer com dignidade. Como se poderá fazer isso? Até lá vou estando por lá eu e muitos outros, agora até vamos abrir um novo hospital! A fazermos o que pudermos.
Nunca gostei de conflitos. Se calhar ninguém gosta de conflitos neste mundo cheio deles e de pessoas que se alimentam deles.
Recordo-me sempre com 9 anos em frente à praia do Bispo em Angola, no meu quarto à janela fazendo promessas que me portava bem se as minhas irmãs, na altura adolescentes, chegassem a horas e assim se evitasse o conflito com os meus pais. Lembro-me do rádio que tínhamos e que um dos meus pais, já não me lembro qual, o espatifar no chão numa discussão com elas, daqueles bonitos rádios antigos. Bonitos e bons porque durante muito tempo, até virmos para Lisboa, ele continuou a funcionar. Lembro-me do silêncio tão desagradável da manhã seguinte.
Paradoxalmente a minha vida sempre foi um conflito interior. A minha falhada táctica de sobre vivência que durou durante décadas foi de me anular, de me calar, de tentar passar despercebido.
Fugir não resolve o problema antes perpétua e aumenta o medo e o ressentimento. Por vezes ao fim de um certo tempo explodia em noites que não me apetece agora recordar de álcool e asneiras para recomeçar na manhã seguinte cheio de vergonha e com mais medo. Dia após dia, ano após ano.
Na verdade, como diz John Powel, como te posso mostrar quem sou se é a única coisa que tenho, se tu não gostares com o que fico para te oferecer? Esse medo levou-me a nem sequer eu conhecer o Pedro!
É muito bom que que agora as coisas vão sendo diferentes. Muita coisa persiste ( por isso digo vão sendo diferentes e não: estão totalmente diferentes) , mas é bom o que vai acontecendo. Por exemplo, nos últimos tempos tenho dado a minha opinião , por vezes duma forma mais brusca; tenho-me mostrado, pelo menos, muito mais verdadeiro. E isso não me trás logo conforto. Por vezes expludo, outras consigo dizer as coisas assertivamente, mas o conflito é realmente uma coisa de que não gosto. Chateia-me, traz-me medo, montes de sentimentos desagradáveis. Eu sei que dar a opinião não é sinónimo de conflito, ok, mas ainda me sinto logo julgado, como se de uma acusação silenciosa se tratasse o teu silêncio.

Isso é outra coisa de que não gosto, da acusação silenciosa que nem sequer sei se é só da minha cabeça ou é verdade porque ... é silenciosa!
É muito giro e tão gratificante estar a aprender agora a sentir o silêncio de outra forma, como um lugar onde posso parar a minha mente e ficar calmamente comigo, em paz! Até há pouco tempo significava exactamente o contrário, um espaço de ressentimentos e de inquietude. Mesmo quando dei os primeiros passos ténues de uma nova maneira de estar, assustava-me estar em sossego comigo. Lembro-me de durante anos me refugiar no meu quarto e num mundo fantasiado onde eu normalmente passava para o papel principal e o quanto isso me aliviava. Depois o encontro com a vida, quando saia do quarto era algo perfeitamente insuportável e a de que rapidamente fugia para o álcool ou outra coisa qualquer que não me fizesse sentir.
Por isso, descobrir agora sóbrio, a meditação, a musica e o silêncio duma forma tão diferente é algo fascinante que me vai fazendo ultrapassar o medo de que não gostes de mim. Apesar de tudo ainda cá estás mesmo com a minha opinião contrária e mesmo com as nossas discussões!

Que cada vez mais consigamos viver em Paz e Amor eliminando ( ou pelo menos ultrapassando ) a necessidade de termos conflitos.

Om Shanti

sábado, 9 de janeiro de 2010

De repente as coisas mudaram. Onde eu só sentia segurança e força vieram ventos de conflito e o chão tremeu. Os alicerces em que tudo estava cimentado pareciam querer ceder ou no minimo pareciam que estavam à força a substitui-los.
É complicado. Tudo aquilo que representava o meu acordar, o meu renascer estava agora de pernas para o ar.
Felizmente a decisão estava tomada e o meu chão tinha sido bem cimentado, aquele meu cantinho apecebi-me que aguentava bem os ventos contrários. Ou se não bem, pelo menos ia aguentar até porque a esperança é de sair renovado.
Tive medo ( ainda tenho, por breves momentos, ás vezes ). Decidi não me calar, não sei se isso me vai fazer muitos amigos, mas pelo menos o medo de não os fazer deixou de pesar tanto. Dizer as coisas com assertividade, sem botar julgamentos cá para fora é o cabo dos trabalhos! Umas vezes fi-lo, outras não, a verdade é essa.
Continuando a ver as coisas positivas - não sei se repararam mas hoje estou a tentar não ser pessimista, aliás descobri que sou um optimistas aos 46 anos, bem bom! - fez-me enfrentar o medo, a opiniao dos outros, fez-me querer enriquecer com novos mundos de crescimento que iam sendo adiados, fez-me viver e crescer!
Por isso, está tudo: O.K.!